
Macapá, minha terra amada,
Nas margens do rio-mar, onde o sol não se põe,
Berço de sonhar, de lutas travar
Pulsa forte, a voz do povo, a força da região.
Sou filho desta terra, de raízes profundas,
Do açaí ao piracuí, pupunha e bacaba, cupuaçu e bacuri, riqueza da terra,
Cachoeiras e igarapés, o matapi a pescar, o colibri no ar a dançar, o arancuã a cantar,
O cavalo a trotar, o búfalo a pastar,
Gita grande e Gertrudes ao ritmo marabaixo, com meu povo da favela onde nasci,
saudades de dançar

“Caboco” macho, de coração valente,
No tribunal, a Justiça é a minha luta,
Pela igualdade e pela lei, sou voz bruta.
Amazônia, meu coração vibra teu nome,
Mais amazônida que eu, somente a própria Amazônia,
Do verde da floresta, ao azul do céu,
E o Pirralho, com sua infância a brilhar,
Raízes da terra, futuro a trilhar!
Macapá, minha origem, meu orgulho é teu,
Projeto Origem, uma antologia a criar,
Com versos de amor, de luta e de sonhar.
Gilberto de Paula Pinheiro



