O Hospital Geral Municipal continua sendo investigado pela Polícia Federal. Um dos fatos novos que chamou a atenção foi a transferência de quantias de recursos públicos tirados da obra para a conta de um idoso, portador da Síndrome de Down, tio da esposa de um vereador da base do prefeito de Macapá, Antônio Furlan.

Segundo a PF, a obra do hospital, orçada em R$ 69,3 milhões, teria sido formatada por um esquema com duas frentes de atuação. A primeira para fazer circular dinheiro em espécie sem o sistema bancário e a outra com transferências fracionadas para familiares e pessoas próximas a políticos.
A Santa Rita Engenharia Ltda, responsável pela obra, seria o ponto de origem dos valores desviados. Pelo que apurou a PF, o sócio-administrador Rodrigo de Queiroz Moreira seria o operador do esquema, fazendo saques de alto valor em espécie, tidas como incompatíveis com a atividade.
Outro nome que aparece nas investigações é Fabrizio de Almeida Gonçalves, também envolvido na movimentação de valores.
O dinheiro, depois de deixar o núcleo da empresa, era canalizado para o núcleo político desde 2024. Para a PF, não existe comprovação que justifique prestação de serviços para os repasses.
Entre eles, R$ 70 mil para o idoso com Síndrome de Down, tio da esposa do vereador aliado de Furlan. A conta usada foi um meio de passagem sem relação comercial ou de contrato.
Ainda foram identificados R$ 15 mil transferidos para a sogra do vereador e R$ 100 mil para a ex-esposa do prefeito.Os federais ainda descobriram a rota de um valor sacado na “boca do caixa” e que foi parar nas mãos do motorista particular do prefeito Antônio Furlan.
Até o momento, os crimes elencados são de lavagem de dinheiro, fraude em licitação, peculato e uso de pessoa para ocultar recursos públicos. Todo esse cenário faz parte da Operação Paroxismo, que investiga a construção do Hospital Geral Municipal.




