“Eu não faço política assim, faço política de grupo, política de entrega.”
Por Jamille Gato
A frase do senador do Amapá Davi Alcolumbre resume não apenas sua postura pública, mas também o conteúdo de um áudio que recentemente veio à tona de forma controversa.
Trata-se de uma conversa privada, obtida e divulgada sem consentimento, o que por si só já levanta questionamentos jurídicos e éticos sobre a exposição indevida.
No conteúdo divulgado, o que se observa não é qualquer irregularidade ou postura incompatível com a função pública. Pelo contrário: Mesmo sem saber que estava sendo gravado, o senador demonstra uma conduta republicana, pautada pelo interesse coletivo e pelo compromisso com o desenvolvimento do Amapá.
A fala evidencia um político que articula, que cobra, que se posiciona características inerentes a quem exerce liderança com responsabilidade. Em nenhum momento há indícios de desvio de finalidade.
O que há é política sendo feita nos bastidores, como ocorre em qualquer ambiente institucional sério.
Outro ponto que chama atenção é a crítica à falta de reconhecimento por parte de gestores que foram beneficiados com investimentos significativos. Recursos que ajudaram a transformar a realidade de Macapá, mas que, segundo o próprio senador, não tiveram o devido reconhecimento público.
A fala expõe um incômodo legítimo dentro da dinâmica política: a ingratidão diante de parcerias institucionais que geraram resultados concretos para a população.
O áudio também revela indignação diante de possíveis irregularidades administrativas do passado, reforçando uma postura de vigilância e responsabilidade com a gestão pública.
Não se trata de ataque, mas de posicionamento diante de fatos que impactam diretamente a sociedade.
Além disso, o senador faz críticas à construção de narrativas políticas baseadas em promoção pessoal, apontando a existência de personagens que se apropriam de resultados coletivos para benefício individual. Uma prática recorrente no cenário político nacional, mas que, segundo ele, não representa o modelo de atuação que defende.
Ao afirmar que faz “política de grupo, política de entrega”, o senador reforça um modelo de gestão baseado em resultados, parceria e compromisso com a população um contraponto claro à política centrada em interesses individuais.
No fim, o episódio levanta uma reflexão importante: mais grave do que uma fala tirada de contexto é a tentativa de distorcer a realidade para criar narrativas.
O conteúdo divulgado, longe de comprometer, acaba por reforçar a imagem de um líder que atua com franqueza, coerência e foco no coletivo.
Em um cenário onde a política muitas vezes é marcada por aparências, o que se viu no áudio foi justamente o oposto: a essência de quem governa pensando no resultado. E isso, no jogo político, fala mais alto do que qualquer edição tendenciosa.
Um líder sábio constrói para o futuro, não apenas para o aplauso do presente.



