Intensificadas medidas para garantir fluxo de atendimento no Hospital da Mulher Mãe Luzia

O Governo do Amapá intensificou as medidas para assegurar o fluxo de atendimento e a resolutividade no Hospital da Mulher Mãe Luzia. Diante da alta demanda característica da maior unidade materno-infantil do estado, a gestão estadual liberou duas novas enfermarias na ala reformada do hospital.

A ação funciona como estratégia de leitos de retaguarda, essencial para desafogar o sistema e permitir que cada paciente receba o cuidado adequado a seu quadro clínico.

Atualmente, a reforma já atingiu 65%. Com a entrega do novos espaços, a unidade consegue remanejar mulheres que necessitam de assistência por intercorrências ou perdas gestacionais, separadas da ala de pós-parto.

A medida reduz a pressão sobre os leitos de alta rotatividade e melhora o tempo de resposta hospitalar.Para a diretora do HMML, Cristiani Barros, a gestão da alta demanda exige um equilíbrio entre números e sensibilidade.

Ela destaca que a unidade tem operado acima da capacidade, mas mantém o foco em não deixar nenhuma mulher desassistida.

“A maternidade não se resume ao parto; é o Hospital da Mulher. Atendemos urgências obstétricas, ginecologia e internações de alto risco. Com a liberação desses leitos de retaguarda, conseguimos esvaziar anexos e reorganizar o fluxo interno. É uma iniciativa para garantir o suporte devido mesmo com a alta demanda. Apesar de todos os desafios, conseguimos atender com acolhimento, tratando as dificuldades da mulher em todos os sentidos”, disse a diretora.

Cristiani também pontuou que a expectativa é otimizar ainda mais o serviço com a entrega do novo Centro de Parto Normal (CPN) nos próximos 60 dias, o que permitirá colocar cada atendimento em seu devido espaço geográfico dentro da unidade.

A criação de alas específicas para diferentes perfis de pacientes é uma ferramenta de gestão que impacta diretamente na recuperação. As novas enfermarias contam com 12 leitos equipados com réguas de oxigênio, climatização e ambientação humanizada.

A responsável técnica das enfermarias de Tratamento e Pós-parto, Bruna Guimarães, explica que a separação dos perfis de internação é uma medida técnica que protege o emocional das pacientes. “Tínhamos pacientes de perda gestacional muito próximas às mães com bebês devido às restrições de espaço da obra. Ao utilizarmos essas novas enfermarias para desvincular esses setores, criamos um ambiente mais digno. É uma estrutura que oferece suporte para 12 leitos com equipes de técnicos e enfermeiros dedicadas, garantindo que o fluxo de saída e entrada de pacientes ocorra com mais agilidade”, explicou.

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