Crise na educação de Oiapoque é a pior entre todas as gestões

Professores do município de Oiapoque continuam reclamando pelo atraso de salários. Segundo a categoria, a situação tem quase cinco meses.

Semana passada eles fizeram um protesto pelas ruas do município cobrando a solução do problema ao prefeito Breno Almeida (PP).

O município vive atualmente uma das piores crises no ensino público. Os salários dos professores foram parcelados e os aluguéis dos prédios das oito escolas estão atrasados há sete meses.

A secretária de educação Valdirene do Carmo, doutora em educação pública admitiu as dificuldades financeiras e ponderou sobre os motivos que causaram a crise, como o atraso nos repasses do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica, Fundeb.

Segundo Valdirene, Oiapoque perdeu R$ 3 milhões em comparação a 2024. O repasse de R$ 45 milhões teria caído para R$ 42 milhões, pela falta de prestação de contas de gestões anteriores da educação na gestão de Breno Almeida.

Em um dos casos um ex-secretário foi acusado de desviar quase R$ 10 milhões. Ela ainda explicou que quando assumiu a secretaria, em janeiro, encontrei um débito de R$ 4,5 milhões para servidores efetivos e contratos.

Considerou ainda o aumento no número de alunos, que saltou de 4 mil para 5,8 mil, enquanto o Fundeb ainda se baseia no primeiro número.

Já a merenda escolar recebe R$ 85 mil mensais para 4 mil alunos, o que também está defasado.

Em agosto do ano passado o município recebeu R$ 800 mil, mas em agosto de 2025, foram R$ 200 mil.

Um déficit de R$ 600 mil para uma folha de pagamento dos efetivos de R$ 2 milhões e dos contratos, de R$ 1,3 mi. Em número de funcionários são 300 servidores efetivos e 800 contratados.

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