Depois do atraso, Amapá começa sua identidade econômica no agro

Amapá tem dado passos importantes para ter uma identidade econômica e se firmar como outros estados que têm base no setor primário

Os anos de atraso formataram o Amapá em uma pirâmide invertida. Onde o setor terciário sustentava a economia, seguido do secundário e finalmente o primário.

Segmentos como a movelaria e agricultura foram marginalizados e tiveram que fechar as portas em um estado onde o comércio e o próprio estado são os geradores de renda.

Mas as notícias que têm sido divulgadas dão conta que o Amapá finalmente acordou para sua tão privilegiada posição geográfica a ponto de ser chamado de a última fronteira agrícola no Brasil.

A ótica da atual gestão está focada na regularização das questões fundiárias, graves entraves para elas acontecessem. Como resposta às afirmações do passado, sobre deficiência do solo, produtores estão fazendo adaptações para o cultivo de grãos.

E para desmentir ainda mais as antigas afirmativas, quem veio de fora para investir no agro do Amapá, declara que as condições do clima são muito favoráveis e do Amapá foram determinantes para essa decisão. No Sul, a instabilidade climática é um inimigo da produção de milho e soja.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab,  a produção de soja no Amapá teve um crescimento de 14,5% em 2022, em comparado a 2021.

Em 2023, foram 19,7 mil toneladas. A área plantada aumentou de 6,5 mil para 7,4 mil hectares.

Isso depois que os produtores pesquisaram variedades de grãos compatíveis com o solo local.

O escolhido foi o Olimpo, que tem demonstrado boa adaptação às correções do solo, que segundo os produtores, são fáceis de fazer, a ponto de se ter duas safras.

O teste com o grão Olimpo foi feito ano passado e deu, como resultado, 75 sacas por hectare.

O PLANTIO

Começa sempre no 1º dia de março, mas existem intenções de testes em dezembro. A expectativa é otimista com um potencial que pode ficar entre 350 mil a 400 mil hectares plantados.

Mas a área cultivada,mesclando soja, feijão e milho só chega, hoje, a 10 mil, segundo levantou o Portal Amazônia Rebelada. A solução é melhorar o calcário usado para que o Amapá possa fazer frente a mercado como Mato Grosso e Bahia.

A Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola, declarou que o estado é um dos poucos que não produz calcário. Outro problema a ser resolvido. O calcário que chega às lavouras amapaenses vem do Pará.

PREÇOS

Existe uma oscilação no preço da saca da soja, que fica entre R$120 e R$170. Em alguns casos, o valor caiu no auge da safra.  Outra situação são as áreas de plantio. As mais extensas são difíceis de encontrar no Amapá. As mais comuns são de 500 a 2 mil hectares. Os valores, nesses casos variam de R$ 3 mil a R$ 4 mil ou R$ 20 mil a R$ 30 mil por hectare.

Dados de 2025 deram conta que o plantio de soja no Amapá foi de aproximadamente 2.658 kg por hectare. Tansformando isso em dinheiro o rendimento é de R$ 3.165,17 por hectare. Essa área, especificamente, tem 7.350 hectares e um volume de 19.536 toneladas. O valor recolhido é de R$ 23.264 mil.

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