O laudo usado pela Prefeitura de Macapá para justificar a interdição do Shopping Popular é falso, segundo a Polícia Civil, Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura e da proprietária da empresa que supostamente assinou o parecer do município.
O fechamento do prédio aconteceu no dia 21 de novembro, quando a Secretaria Municipal de Obras apresentou um parecer técnico supostamente de uma construtora para respaldar que a estrutura estaria em “risco de colapso”.
No dia seguinte, a Defesa Civil Estadual fez uma vistoria completa que confrontou a decisão da PMM, mas o parecer foi ignorado.
Já o CREA disse que não existe Anotação de Responsabilidade Técnica registrada para o parecer estrutural atribuído à empresa, o que torna o documento ilegal e tecnicamente inexistente. Enquanto isso, os empreendedores estão deixando de faturar em plena época onde as vendas aumentam.
A declaração do CREA-AP está no Ofício 468/2025. O Conselho ainda confirma que o engenheiro citado pela PMM como responsável pelo laudo que condenou a estrutura do shopping, não tem visto profissional e que a empresa em questão não tem qualquer contrato com a Prefeitura de Macapá para emitir parecer.

A dona do CNPJ registrou um boletim de ocorrência por falsificação. Ela disse que não reconhece o documento, nunca autorizou a emissão do parecer, que o engenheiro citado não faz parte do quadro técnico da empresa e que soube do caso ao ser notificada pelo CREA.
Segundo ela, a empresa foi usada de forma ilegal e tem que haver uma investigação por falsificação de documento público, que é crime previsto no Artigo 297 do Código Penal.



